
Quando foi a última vez que sorriste?
Espero que não tenha sido há mais de dez minutos.
É bom sorrir. Faz-nos bem, liberta-nos, distrai-nos.
O sorriso expressa o que nos vai no íntimo profundo, expressa os nossos sentimentos e a nossa personalidade. O sorriso é um misto de sentimentos expresso num simples gesto.
Uma pessoa por mais carrancuda que seja tem necessidade de sorrir e de receber sorrisos. O nosso povo diz e muito bem que “um gesto vale mais que mil palavras”. Neste caso, digo-vos que um sorriso vale imensamente mais que mil e uma palavras. Tantas vezes que encontramos alguém que necessita apenas de um simples sorriso e, ao contrário disso, começamos com conversas intermináveis, durante tempo indeterminado, e passado tudo isso, vamos embora e nem um sorriso fomos capazes de dar, quando no fundo aqueles três segundos de sorriso valeriam muito mais que todos os minutos ou horas de conversa.
Precisamos de aprender a sorrir. Precisamos de voltar a dar valor às coisas simples. Precisamos deixar de lado a etiqueta nos relacionamentos com os outros, pois esta só conduz a relações e a expressões sentimentais falsas. O sorriso contagia, alegra, interpela e faz-nos viver mais alegres.
Mesmo no meio das maiores dificuldades, temos de saber sorrir. É imperativo!
Os mandamentos são a carta magna dos Cristãos de ontem, de hoje e de sempre. São as leis mais perfeitas alguma vez redigidas, e seguidas de verdade, tornar-nos-iam pessoas de facto impecáveis.
Nos dias que decorrem poderá parecer inoportuno falar deste assunto. Não o acho. Antes pelo contrário, acho que nunca foi tão necessário recordar este «decálogo» que surgiu no século XIII a.C, mas que mantém uma actualidade extraordinária, tendo como grande objectivo o de nos ajudar a estar bem com Deus, com os outros e connosco próprios.
Infelizmente, muitos são aqueles que se colocam à margem da Igreja, acusando-a de não os deixar viver segundo a sua consciência, porque muita gente foi criada em famílias com um modo de pensar totalmente diferente do que hoje vigora, e numa Igreja também já muito diferente. Há bastante tempo atrás, as coisas eram impostas e agia-se segundo o que estava escrito. Por isso, hoje, muita gente diz que vivenciar e orientar a sua vida à luz dos Mandamentos da Lei de Deus está fora de questão porque estes restringem a sua liberdade. Pois bem, este tipo de afirmações é totalmente falso, e não se pense que é fora da Igreja que somos totalmente livres, pois se Cristo é o nosso farol, é ele que ilumina as nossas consciências e liberta as nossas vidas.
Os mandamentos podem ser comparados aos sinais de trânsito, que nos indicam e ajudam a circular nas estradas de forma segura. Se nos restringirmos ainda mais, e nos focarmos apenas nos semáforos, quando o sinal vermelho está aceso, os condutores ficam por vezes impacientes por terem de parar. Contudo, acabam por perceber que essa paragem salvaguarda a sua vida e a dos outros condutores e peões. E assim acontece com Deus, que ao formular de forma negativa os mandamentos, nos chama à atenção dizendo onde está o perigo de nos afastarmos d´Ele, dos outros e de nós próprios, através dos inúmeros tipos de escravidão que existem. A grande finalidade dos mandamentos é sempre a libertação do homem, de tudo o que o corrompe.
Sem dúvida que podemos afirmar que vivendo os mandamentos, não ficamos privados de qualquer liberdade, pois quem assim pensa confunde liberdade com libertinagem. Libertinagem é fazermos o que queremos mesmo que para isso se transgridam leis. Liberdade é agirmos e optarmos pelo que devemos, pelo que está correcto. Portanto, os mandamentos ajudam-nos a viver a nossa liberdade no sentido mais pleno.


Aproximamo-nos a largos passos do Natal. É este um tempo de alegria, festa e solidariedade.
Nesta época é quase imperativo oferecermos alguma coisa às pessoas que nos são mais próximas, aos nossos familiares, aos que amamos.
Sabemos que este tempo antecedente ao Natal é de uma azáfama enorme pelos mais variados motivos. As cidades andam cheias de gente mergulhada em lojas e mais lojas à procura dos ditos produtos que denominamos de prendas.
Como bem sabemos, os dias de hoje são de extrema dificuldade para muitos de nós, sobretudo a nível económico. Estamos em crise! (durante mais quanto tempo? Não sabemos) E sendo assim, o que oferecer neste Natal? Este tempo marcado com o pesado selo da crise, é o tempo ideal e propício para oferecermos muito, e oferecer sem gastar dinheiro. Estranho, não?
Neste Natal, sem termos gastos materiais, podemos oferecer muito!
Que se ofereça amor, paz, tranquilidade, concórdia, e que se vendam muitos sonhos. Vendam-se sonhos nos lares de idosos, nas nossas paróquias, na nossa família, no nosso meio académico, no nosso círculo de amigos. Vendam-se sonhos onde quer que estejamos.
Mas o que é vender sonhos? Não é mais nem menos do que fazermos com que aqueles que nos caminhos da vida se vão cruzando connosco, encontrem em cada dia da sua existência um motivo para gostarem de viver, para amarem a vida. É fazer com que as pessoas se sintam amadas e úteis. Quem não gosta de se sentir útil? Ninguém, presumo eu! É quando nos sentimos úteis que somos verdadeiramente felizes.
Neste Natal não tenhamos como prioridade gastar dinheiro em coisas materiais, mas gastemos do nosso tempo e da nossa paciência para ajudarmos os que mais precisam de forma a tornarmos o Natal um pouco mais verdadeiro!

Estamos próximos do Natal – Nascimento de Jesus Cristo e não a altura de pôr o consumismo à frente de tudo e de todos.
Daqui a dias as mensagens nos telemóveis de toda a gente serão uma constante. Serão inúmeras as mensagens a desejarem um Santo e Feliz Natal e eventualmente um feliz ano novo. Isto acontecerá em breve, porque pelos dias de Natal as operadoras de telemóvel que durante o ano concedem mensagens grátis e outras promoções que todos bem conhecemos, agora decidem cobrar cada cêntimo gasto pelos utilizadores (como se já não cobrassem o suficiente, e como se não aumentassem os custos todos os anos). Assim, estas típicas mensagens de Natal começam a circular nos telemóveis duas ou três semanas antes do dia de Natal (é a crise?!).
Concordo plenamente com a circulação de tais mensagens, e é de facto um bonito e simples gesto. Mas será que estas “SMS” enviadas por todos nós são de facto verdadeiras?
Temos consciência do que celebramos no Natal? Sabemos quem é o “responsável” por haver Natal? Sabemos qual o verdadeiro espírito natalício?
Espero bem que sim. E espero que tenhamos consciência do real significado de cada mensagem que digitamos, pois se o fazemos sem termos a verdadeira consciência do que é o verdadeiro Natal, de nada serve tudo isto. Tudo se torna uma farsa.
O Natal não é o nascimento do Pai Natal (desculpem-me aqueles que nele acreditam), mas é o nascimento do Deus Menino. É a celebração do nascimento deste Deus que se faz menino, que veio, que vem e que continua a vir para nos salvar e para com Ele vivermos tranquilos.
P.S – Possivelmente depois do que aqui escrevi devo receber menos mensagens de Natal… Se as que receber forem de facto verdadeiras é o mais importante!
Sugestões